ZECA MUTCHIMA DESAFIA COMISSÁRIA DA UNIÃO AFRICANA CONSTATAR VIOLAÇÕES DOS DIREITOS HUMANOS NAS LUNDAS

O responsável do autoproclamado “Movimento do Protectorado da Lunda Tchokue”, José Mateus Zecamutichima, desafia a comissária da união aficana para os assuntos políticos a constatar nas províncias das Lundas-Norte e Sul, denuncias de violação de direitos humanos nas áreas de exploração de diamantes.

Texto de Rádio Angola

A comissária para os Assuntos Políticos da União Africana, Cessouma Minata Samate, chegou a Luanda nesta quarta-feira, 12/06, para uma visita de trabalho de três dias a Angola, a convite das autoridades do governo angolano.

A comissária, que vem a Angola para contactos com as autoridades locais sobre questões relacionadas com a democracia, governação, direitos humanos, eleições, entre outras, manterá, manteve o primeiro encontro com o ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto.

Segundo consta, a visita da Comissária para os Assuntos Política da União Africana  será, também, uma oportunidade para se passar em revista a evolução do processo de democratização em Angola, incluindo a preparação das eleições autárquicas, previstas para 2020.

A troca de informações sobre o combate à corrupção em África, análise da experiência de Angola, o reforço do Estado de Direito, a promoção dos direitos humanos no continente poderão igualmente fazer parte da agenda, tal como o Protocolo sobre a Livre Circulação de Pessoas.

No centro das conversações também poderá estar à inserção de quadros angolanos nas actividades do Departamento de Assuntos Políticos da UA, incluindo nas Missões de Observação de Eleições.

Durante a sua permanência no país a dirigente africana que não manterá encontros com a sociedade civil angolana nem com políticos na oposição.

Entretanto, em declarações à Rádio Angola, o líder do “Movimento Protectorado Lunda-Tchokwé”, José Mateus Zecamutichima disse que essa visita não passa de mais um turismo da responsável da União Africana, pelo facto de não contemplar deslocações as Lundas, onde denuncia a presença de uma quantidade excessiva de soldados das Forças Armadas Angolanas (FAA) com o propósito de impedir o acesso de pessoas, maioritariamente desempregadas, nas zonas de exploração artesanal de diamantes.

“Ela veio para gozar o luxo dos hotéis de Luanda, é o que fazem essas figuras quando veem a Angola. Vai falar com às pessoas que estão em Luanda onde vai receber um relatório escrito, por isso, desafio esta comissária da União Africana a se deslocar para à região das Lundas para constatar in loco a violação dos direitos humanos”, disse.

Oiça aqui na página da Rádio Angola as declarações de José Mateus Zeca Mutchima, líder do Movimento Protectorado Lunda-Tchokwé:

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